Historicamente o Marketing de Guerrilha surgiu quando as pequenas empresas com poucos recursos pretendiam promover o seu produto/serviço perante as grandes corporações. No fundo, estava-se perante as tácticas de guerrilha, os pequenos a planearem forma de atingir os grandes. O Marketing de Guerrilha está obviamente relacionado com a guerrilha bélica, embora seja um tipo de guerra não convencional no qual a principal estratégia é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes, chamados de guerrilheiros. Por princípio, as ferramentas de Marketing de Guerrilha são utilizadas por empresas menores com o objectivo de combater grandes concorrentes ou simplesmente sobreviverem. No entanto, com a actual saturação de comunicação no mercado, as grande empresas passaram a utilizar também este tipo de Marketing para renovaram e incentivar outras atitudes às suas marcas.
O Marketing de Guerrilha tem tendência para fugir ao habitual estratagema de comunicação. Envolta em muita acção, normalmente desencadeada nas ruas. Há um factor importante que passa por tentar "impingir" a publicidade sem que esta seja percebida. O Marketing de Guerrilha pretende passar uma imagem de espontaneidade, surpresa, intriga, para que o consumidor fique a pensar se realmente "aquilo" terá acontecido.
Há uns anos atrás uma marca conhecida de hotéis anunciou que iria escolher pessoas "stressadas" para destruir um dos seus hotéis. Esta estratégia de marketing passou em mais de 50 países, nos noticiários, não dando nunca a sensação de publicidade. A suposta notícia veiculou a marca.
Já dentro das várias estratégias de Marketing de Guerrilha, há uma que embora seja eticamente reprovável é utilizada com alguma frequência, a emboscada. Um exemplo prático, uma final do campeonato do mundo a ser transmitido em directo e no meio da claque de umas equipas em campo, abre-se uma mensagem publicitária. Um evento directo, sem possibilidade de edição, e um mundo de consumidores a presenciar.
Um exemplo, dentro do Marketing de Guerrilha, os vídeos Virais (Marketing Viral), um exemplo do MAC (grupo Apple) versus o tradicional PC.
Outro exemplo de Marketing de Guerrilha, um carro de F1 passeando pelas ruas de São Paulo promovido pela Red Bull, conseguiu chamar a atenção suficiente para tornar mais um daqueles vídeos virais que se espalhou na internet através do YouTube, numa velocidade maior que a do carro de F1 que passeava pela cidade de São Paulo.
