Quando nos foi proposto o desafio de criar um blog com 10 conceitos relacionados com o Marketing e a Comunicação, percebi que o sucesso deste trabalho iria obrigar-me a uma nova estratégia no tratamento da informação. Há um aspecto fundamental em todo o trabalho, não inventamos nada, os conceitos são conhecidos, mas a pesquisa que iria ser necessária para a realização de um bom trabalho era fulcral. Hoje em dia, com a internet são inúmeras as fontes onde podemos obter informação. Umas verdadeiras outras falsas, simplificadas ou detalhadas, académicas ou corporativas, há para todos os gostos e portanto o trabalho de pesquisa tem de ser minucioso.
Com o blog, já ele uma ferramenta integrante da dia a dia de muitos de nós, este contacto com a Web 2.0 (Youtube, Wikipedia, etc) permite-nos aproximar da vida prática, lembrando-nos que a teoria é sempre um aspecto vital na aprendizagem, mas se não formos capazes de aplicá-la prática, ficamos estagnados e agarrados ao passado.
Este trabalho, na forma como é construído, poderá ser entendido como um conceito de marketing. O consumidor, é a docente responsável pela cadeira, o produto que "vendemos" é a informação que está contida nele e que tem de ser objectiva e concisa para agradar ao nosso cliente. A concorrência são os nosso colegas de turma, e portanto a construção do trabalho obriga-nos a sermos diferentes. A diferenciação do nosso produto é que me permitirá obter uma melhor classificação. Ou seja, ao longo do tempo que construí este blog, e sabendo que a concorrência era forte, teria sempre de pensar mais além que os demais colegas. No fundo tal como um princípio básico do Marketing. Mas aqui com uma vantagem. Não perdemos nem ganhamos dinheiro, apenas e só conhecimento útil à nossa vida profissional. E por isso coloco um fim no trabalho pedido, mas penso que se abre uma porta para uma nova etapa da minha vida!
Endo, originário do grego e que significa "posição ou acção interior", "movimento para dentro". Endomarketing (ou comunicação interna), é uma actividade de marketing corporativo dirigido para o interior da empresa (accionistas, colaboradores, vendedores, fornecedores, clientes). Nasceu nos ano 90, quando o seu criador Saul Belkin lançou um livro chamado "Fundamentos do Endomarleting".
Tornou-se fundamental nas áreas da Administração de empresas, quando estas pegaram nas técnicas de marketing que utilizavam no meio externo e se viraram para o seio da empresa com o propósito de ampliar a comunicação interna. Aliar as técnicas de marketing com as de recursos humanos.
Se pensarmos que nas organizações as pessoas têm necessidades muito específicas e que são atingidas pela comunicação de formas direccionadas, mais acentuada do que normalmente acontece com o consumidor comum. Então imaginamos que as organizações sendo um aglomerado humano, com interesses comuns mas também divergentes, leva a que a complexidade que é característica da administração de pessoas e consequente direccionamento do endomarketing para a obtenção dos resultados esperados. No fundo tal como na relação do marketing entre emissor-receptor.
Muitas vezes as empresas sentem a necessidade de realçar que o mais importante é o cliente. E toda a estratégia se baseia na obtenção de resultados conseguidos pelas técnicas utilizadas em função dele, mas, há hoje uma premissa que poderá ser considerada vital para que toda a estratégia de marketing funcione. Partir do princípio que o endomarketing existe para atrair e reter o seu cliente incial (ndr: o que lhe poderíamos chamar, dado que o primeiro cliente será o consumidor do seu produto/serviço) ou seja o cliente interno, obtendo significativos resultados para as empresas e reflectindo esse valor conseguido nas captação e valorização dos clientes externos.
Afinal, nunca nos poderemos esquecer que os funcionários (colaboradores) insatisfeitos poderão fazer contra propaganda de cada vez que estão fora da empresa, levando a insatisfação e o descontentamento ao cliente externo.
Por fim, e para alcançar o sucesso, a estratégia vencedora de endomarketing deve abordar aspectos psicológicos, comportamentais e motivacionais dos colaboradores. Uma estratégia chave passa pelos seguintes pontos:
a) Estrutura Organizacional;
b) Trabalho em Equipe, os agentes da mudança são os colaboradores;
c) Qualidade total e busca Contínua de melhorias;
Vejamos agora um exemplo de uma empresa que junta os seus colaboradores com personalidades, neste caso Vanessa Fernandes, num exemplo perfeito de como envolver e motivar os quadros de uma empresa e fazer com que eles percebam o quão importante são na estrutura da mesma:
Para terminar deixo uma apresentação de 10 minutos do brasileiro Paulo Bertone onde ele explica porque "Marketing não sobrevive sem Endomarketing. Endomarketing não existe sem Pessoas. São Pessoas que dão vida à vida das Pessoas".
Vantagens:
- o endomarketing é indispensável numa empresa nos dias de hoje, pela confiança que atrai para o cliente interno e externo;
- colaboradores satisfeitos implica melhorias nos produtos/serviços prestados;
- um sentido ético na empresa, a prática do endomarketing e técnicas de de comunicação interna podem eliminar conflitos, minimizar o impacto negativo de pontos delicados, entre outras situações no sei da empresa;
- a responsabilidade social que está intimamente ligada ao endomarketing;
- útil para formar uma óptima cultura organizacional;
- aumento da qualidade de vida no trabalho;
- organização e colaboradores mais próximos permitindo uma maior consistência para a realização dos objetivos.
Desvantagens:
- não usando um comunicação simples e objectiva pode levar a que os colaboradores não percebam a estratégia, dificultando-lhes o trabalho;
- o sucesso de uma empresa não pode ser só conseguido à base de uma boa prática do endomarketing, até porque factores externos como a formação, a remuneração e a liderança, podem perturbar a estratégia delineada de comunicação interna;
Experimentar para fidelizar é o lema desta técnica de comunicação das marcas com os consumidores. Chegar ao coração dos clientes é uma tarefa bastante difícil nos dias de hoje, a competitividade do mercado é feroz, Inovação é o grito mais aptecido daqueles que compram! Num sector que procura constantemente formas de chegar ao campo emocional do seu consumidor, envolvê-lo numa interacção mais profunda com a marca, o «experience marketing» assume um destaque considerável. As empresas optam por oferecer, mais do que produtos racionais, experiências e sensações. Sentir, ver, tocar e ouvir são sensações que ficam com muito mais força na mente do consumidor do que a simples apresentação tradicional dos benefícios e características do produto.
Por exemplo, é sabido que o café no Starbucks é mais caro que nos sítios mais comuns, porquê? Porque ir ao Starbucks significa ir tomar um café ao um local agradável, com sofás confortáveis onde se pode conviver com amigos, é esta a experiência que fica num cliente fiel desta marca,mais que o café o prazer num momento de lazer que daí advém.
HARLEY-DAVISON, é a experiência da marca, do logotipo, levada ao extremo, quantos consumidores não tatuaram o seu logotipo na sua pele.
A maior vantagem desta técnica poderá também ser a maior desvantagem: se a experiência for positiva, atrás vem a fidelização e também o passa a palavra positivo da marca, mas se a experiência for negativa o reverso da medalha também se dá! Tudo correndo pelo melhor o consumidor gosta, aproxima-se da marca, fica fiel e divulga. Numa simples abordagem de senso comum pergunto: O que guardamos na memória? De que são feitas as nossas recordações? De produtos?; ou de sensações e experiências? Parece-me que este envolvimento com o consumidor é uma aposta bastante positiva.
Ninguém hoje em dia duvida que no centro de uma comunicação corporativa está o cliente. Tudo se desenvolve em torno daquele que é o maior activo. Mas isso não chega. Para que ele perceba o que queremos divulgar, para se estabelecer uma relação de confiança entre as duas partes envolvidas, não basta querer que ele seja o centro. Além de ser um enorme desafio fidelizar a relação com o consumidor, que é cada vez mais exigente, fortalecer esses laços tendo sempre em atenção os custos, é um autêntico quebra cabeças no mundo actual.
O Marketing Relacional centra-se na estratégia necessária para estreitar e manter as relações entre a empresa e o cliente, sendo que este cada vez mais deseja ser único e tratado de forma personalizada. Embora as empresas consigam estudar padrões e aglutiná-los de forma a ser mais fácil (e menos custoso), a comunicação com ele deverá ser sempre única quase como se tratássemos todos de forma diferente. É a evolução natural do Marketing Directo.
Daí que seja importante realçar que para funcionar bem, o Marketing Relacional deve ser utilizado de forma relevante e com elevados níveis de envolvimento de quem gere a rede de comunicação cliente-empresa. Logo, aparecerá a tal bidireccionalidade que é frequente neste tipo de relação.
Sendo forte a forma como podemos medir os resultados e perceber o impacto directo nas vendas, o marketing relacional é uma ferramenta eficaz para medir o retorno do investimento e a durabilidade de um cliente.
Não devemos esquecer que nos últimos anos o Marketing Relacional amplamente utilizado pois com o avanço das tecnologias surgiram softwares específicos para o tratamento da informação de clientes, o caso dos CRM (Customer Relationship Management ou mesmo Web-CRM), que permitiram às empresas construir um perfil detalhado de um cliente desde o primeiro momento de contacto com a empresa até...bem diríamos que só mesmo "morrendo" o cliente é que se poderia colocar um fim ao histórico.
Logo é vulgarmente reconhecido que o Marketing Relacional advém de um cruzamento de funções do Marketing. Está organizado em torno de processo que envolvem todos os aspectos de uma organização. E não é fora do comum que alguns autores reconhecidos da área por vezes prefiram chamar-lhe Marketing das Relações (relationship marketing), porque inclui mais variáveis que no marketing tradicional.
No entanto, nas pesquisa que efectuei na Internet dei conta de uma abordagem que deixa-nos margem para pensar. O Marketing Relacional não é mais que uma junção do Marketing com as Relações Públicas. Aliás, o Mercator na edição de há uns 10 anos atrás falava das Relações Públicas e nas definições e conceitos associados podemos estabelecer um paralelismo com o Marketing Relacional. Apesar de tudo, e de não ser a minha ideia, pois acho que o tratamento dos processos actuais no Marketing Relacional evoluíram muito, não poderia deixar de realçar algo que faz parte da história e do crescimento deste conceito. Daí, tal como falei em cima, o Marketing e as Relações sobrepõe-se.
O Marketing Relacional muitas vezes está associado ao B2C (Business to Consumer). E se nessa vertente deve-se aproveitar ao máximo a facilidade de comunicação, o estreitamento da relação com o consumidor, deve uma empresa também ampliar os processos compreender formas de aumentar os seus negócios através do B2B (Business to Business).
Vantagens:
-construção de um rede de relacionamento efectivo que origina a fidelização dos clientes;
- interactividade que o cliente pode tornar nas comunicações que tanto pode ser como receptor ou emissor;
- personalização da comunicação, pois devido à abordagem do marketing relacional as mensagens são distintas e directas ao cliente;
- memorização, pois todas as acções com o cliente são registadas, logo é mais fácil a partir de um histórico perceber que tipo de comunicação se mantém com o cliente;
- possibilidade investir nos melhores clientes;
- capacidade para personalizar as ofertas;
- incorporar os clientes no processo de criação de valor acrescentado da empresa;
Desvantagens:
- investimento forte na recolha e tratamento da informação sobre os clientes;
- a personalização e a construção de relações personalizadas com os clientes pressupõe despender muito tempo e recursos
É uma forma de comunicar onde aliamos as técnicas de marketing conhecidas com as tecnologias de informação. Numa primeira fase começou pela utilização simples do computador onde poderíamos conceber mailings direccionados a possíveis clientes levando a uma melhoramento da rede comercial. Actualmente e com o funcionamento em pleno da Web 2.0, as técnicas de marketing podem e devem ser utilizadas como factor preponderante na comunicação de serviços e produtos usando as redes sociais, casos como o MySpace, Facebook, Wikis, Blogs e etc. Divulgar produtos/serviços corporativos em ambiente digital é o que podemos definir como prioridade do Marketing Digital.
O marketing digital permite que as empresas melhorem o relacionamento com seus clientes, pois a utilização de ferramentas de comunicação digital, como o e-mail (de marketing), ou então estratégias interactivas, como fóruns ou sondagens, proporcionam uma aproximação dos clientes com a empresa e familiarização com os produtos/serviços. E sendo isto possível, então está dado o primeiro passo para a compra.
Actualmente a internet está em todo o lado. Logo todas as técnicas de relacionamento digital são quase como uma obrigatoriedade para quem quer vingar no mundo de produtos/serviços globais. Estabelecer presença no meio digital é o mínimo que se pode hoje em dia exigir.
Vantagens:
- papel importante para elevar os lucros de determinada empresa;
- possibilidade de estabelecer pontos de contacto com os clientes, e de definir estratégias mais adequadas para os produtos/serviços oferecidos;
- estreitamento da relação entre empresa e clientes;
- interacção em tempo real;
- facilidade de segmentação dos produtos/serviços, que visa aplicar a estratégia correcta mediante o segmento definido leva à redução dos custos;
- campanhas publicitárias (ou simplesmente comunicações corporativas) na internet que permitem obter resultados eficientes no curto, médio ou longo prazo;
- comunicação 24 horas, não há paragens, tempo perdido e em certos casos são evitadas as estruturas físicas;
- o retorna das acções efectuadas atinge quase os 100%;
Desvantagens:
- elevados custos e recursos que poderão ser gastos na criação de uma comunicação efectiva de marketing digital;
- não utilizar apenas porque se sente a necessidade de marcar presença na web, pois caso contrário, uma comunicação forçada e por vezes "sem acção/reacção" demonstra uma imagem corporativa negativa;
- a segmentação que em cima já tinha sido apresentada como vantagem, tem o outro lado da questão, pois derivada da segmentação o leque de clientes é mais reduzido e portanto abranger outros torna-se mais complicado;
Neuromarketing pode ser entendido como a ciência que estuda o consumidor.
Perceber o comportamento do consumidor é a grande meta para um plano de marketing, o porquê de um consumidor escolher um produto e não outro, o que o leva a comprar determinadas coisas, a reacção a algumas cores e embalagens são apenas alguns itens que o neuromarketing estuda através dos estímulos que o nosso cérebro emite ao realizar estes actos. Este tipo de reacções são muito difíceis de analisar por exemplo em questionários, pois muitas delas fazem parte das emoções do nosso inconsciente.
David Lewis, apontado como pai do neuromarketing, é famoso pelos estudos de comportamento do consumidor e pelas pesquisas sobre o cérebro utilizando técnicas de Electroencefalografias Quantificadas. Este procedimento não-evasivo envolve a detecção e análise da actividade no cérebro com o objectivo de melhor compreender a forma como as pessoas pensam, sentem e reagem quando realizam as suas actividades quotidianas.
Vejamos um exemplo de um estudo relacionado com a Coca-Cola e Pepsi. Ao provarem ambas sem o conhecimento da marca metade das pessoas em estudo quando questionadas qual era melhor?, responderam a que seria a Pepsi, neste caso, a ressonância detectou um estímulo na área do cérebro relacionada a recompensas. Já quando os indivíduos em estudam tinham conhecimento sobre a marca, esse número caiu para 25%, aqui apareceram-nos áreas relativas ao poder cognitivo e à memória. Isto indica que os consumidores pensam nas marcas, nas recordações que têm das mesmas e impressões que possuem do consumo da mesma. O resultado deste estudo leva a crer que a preferência está relacionada com a marca e não com o sabor. Logo toda a comunicação da Pepsi ou Coca-Cola será direccionada neste sentido, na divulgação da marca.
Vantagens: A ser 100% fiável esta técnica permite o verdadeiro conhecimento daquilo que o CONSUMIDOR QUER, e direccionar toda a comunicação da mesma para esse efeito, permite oferecer aos consumidores apenas aquilo que eles desejam e como desejam: por exemplo o produto x, na cor x, com a embalagem x, e vou divulgá-lo apelando á marca porque é isso que o meu público alvo reage. Fonte de pesquisa mais confiável que por exemplos os questionários.
Desvantagens: Será ético? Este jogo de manipulação? O estudo desta ciência requer ainda práticas, técnicas e equipamentos muito dispendiosos. E mudanças de comportamentos serão precisas? E como estudá-las?, realizando constantes estudos destes?
Processo de aumento de tráfego de um determinado Sítio da Internet (website), a partir da ferramentas de procura (search engines) através de resultados de procura (search results). Na prática traduz-se num alto ranking de indexação (high page rank) que leva a surgir em primeiro lugar nos resultados de um determinada pesquisa.
Pensar no SEO é pensar na optimização de um website construindo o referido por forma a que este vá de encontra às pesquisas que os utilizadores façam nos diversoso motores de pesquisa disponíveis na internet. As optimizações normalmente são feitas ao nível do código HTML de uma dado site, e portanto, a eficácia do SEO é proporcional à capacidade de construção de um site optimizando-o para resultados eficazes.
A sua utilização para fins de comerciais (ou mesmo como técnica de Marketing) está relacionada com o facto de um website que normalmente aparece nos lugares cimeiros das pesquisas ser um dos locais mais visitados. Mas, imaginemos que estamos a falar de website de venda de um certo produto, o facto de ser muito visitado não significa necessariamente mais vendas. O que facilmente poderá traduzir é que um website muito visitado (reencaminho por excelente optimização) poderá ser rentabilizado por publicidade colocada nele. Porque a causa-efeito irá ser imediata. Mais visitas, logo, potenciais candidatos para o produto do site ou para outros produtos, logo publicidade para outros produtos. Isto será uma vantagem.
Mas também temos o reverso da medalha, pois se determinado website tiver um produto/serviço para promover/vender e se os seus clientes forem principalmente reencaminhados pelas pesquisas, se os algoritmos que estão por trás do resultados da SEO forem alterados, vai levar a que os resultados das pesquisas sejam alterados e portanto os possíveis clientes deixarão de aceder via pesquisa a determinado site.
Dentro da técnicas de optimização dos sites, há neste momento duas fações de SEO. Os White Hat e os Black Hat. Pensemos que os algoritmos que levam aos resultados das pesquisas estão guardados a 7 chaves. Por exemplo, o Google que é uma motores de pesquisa mais utlizados no mundo tem um complicadíssimo algoritmo para apresentar os seus resultados. Ora, com o aparecimento das técnicas de optimização, os grupos "White Hat" utilizam técnicas legais e a influência sobre os resultados partem do conhecimento geral sobre os mecanismo de funcionamento dos pesquisadores. Já os grupo "Black Hat" recorrem a técnicas de SpamIndexing (a palavra spam=lixo) para construírem e falsear os resultados que vão ser gerados pelos algoritmos de pesquisa. O chamado "lado negro" da SEO.
Obviamente as técnicas de SEO são óptimas para angariar clientes/visitantes para o nosso site, e certamente são um ponto importantíssimo a ser estudado na criação do site. Porque nos referimos a um conjunto de técnicas que facilitam a indexação do nosso site pelo google e outros motores de busca. Mas acrescentemos que hoje em dia há outras técnicas que partiram da SEO e são usadas para aumentar o volume de tráfego de um site. Por exemplo a SMO - Social Media Optimization. Hoje em dias as redes sociais como Facebook, Hi5, MySpace proliferam e crescer nas internet. Na internet que designamos por Web 2.0. Se conseguirmos que o nosso site (o que pretendemos que tenha um aumento de visitas) esteja fortemente relacionado com as mais importantes redes sociais, vamos chegar a milhares de utilizadores não pela simples forma de pesquisas obtidas por algoritmos complexos, mas através de uma extensa rede de pessoas que estão ligadas interesse por diversos interesses comuns. Em suma, conseguimos criar infraestruturas para ligar e entrelaçar o nosso site com outros sites e comunidades online.
A ligação da técnica SEO com a comunicação é simples de perceber. Pensemos num guião simples de chegar a nossa mensagem ao receptor:
1. chamar a atenção de possíveis clientes;
2. educar o cliente, deixando que eles decidam se o produto é ou não bom;
3. atingir o consenso com o cliente;
Logo no primeiro passo, as diferentes formas de SEO são vitais todo o processo. Os passos seguintes só poderão ocorrer após uma versátil comunicação com possíveis clientes.
Erros que se tornam em desvantagens na aplicação da SEO:
a) Title Tag de um determinado site sem info relevante, ex: cliquem aqui; Mesmo sendo um site de comunicação social o facto de aparecer "Untitled document" é simplesmente...ridículo!
b) URL's extensos e com excessivos "?" e "id" e "&", exemplo pouco prático aqui;
c) A utilização de sub-domínios sem consistência:
aeiou.economia.expresso.pt
clix.economia.expresso.pt
economia.expresso.clix.pt
d) A divisão de notícias ou textos em diversas páginas, por exemplo aqui, leva a que as páginas seguintes não sejam indexadas logo não aparecem nos algoritmo utilizados pelos SEO.
Muito em voga nos dias de hoje esta técnica sustenta que todos nós somos uma marca que deveria ter uma bandeira que nos distinga dos outros, ou melhor dizendo da concorrência. A sociedade em que vivemos actualmente, dita padrões de competitividade muito elevados. Por vezes pequenas diferenças podem determinar o sucesso ou o fracasso, e é ai que entra esta técnica, que pretende aplicar ao individuo todos os pressupostos de marketing que aplicamos aos produtos ou serviços. Marketing Pessoal pode ser definido como uma estratégia individual para atrair e desenvolver contactos, relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade a características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de outros. É uma espécie de promoção do individuo, quer a nível pessoal, quer a nível profissional. Quantas vezes já não se deu por si a pensar, mas o que é que aquele individuo tem a mais que eu para ser ele o chefe? Pois é! Talvez possa ter as mesmas aptidões e capacidades que ele mas será que o demonstra? Será que os outros o sabem? O Marketing pessoal traz ao de cima essas aptidões e capacidades, enaltece as suas qualidades, gere o seu eu profissional para que possa obter o tão desejado sucesso.
Muito utilizado pelo meio político para promoção das suas figuras o Marketing Pessoal marca pontos, vejamos toda a envolvente da campanha de Barack Obama. Mais que um máquina política, a ascensão a Presidente dos EUA fez -se em torno de um nome, de uma pessoa, de uma frase. Durante toda a sua campanha respirava-se Obama, a marca vende botões de punho e porta-chaves, objectos em prata, vende canecas, garrafas para água, carteiras, malas, cintos, t-shirts com luzinhas com a frase, sempre a frase, "Yes, we can". Biiquinis, bonecos, baralhos de cartas e até estores de janela. E, claro, roupa interior masculina com a sua cara à frente e 2008 escrito atrás. Este fenómeno, associado ao seu poderoso site BarackObama.com, e ao facto de ter desenvolvido uma campanha na net sem precedentes (através do YouTube, Twitter, MySpace, Facebook e Sms), permitiram-lhe ultrapassar a Apple e a Nike e ser eleito "marketeer do ano" pela Associação norte-americana de Anunciantes. O estilo sóbrio e elegante de Obama tem conquistado adeptos e elogios dos grandes nomes da moda. Donatella Versace, na abertura da semana de moda masculina de Milão, em Junho, dedicou a sua colecção Primavera/Verão 2008 ao "homem do momento", tendo definido Obama como "um homem tranquilo que não precisa de mexer um dedo para mostrar poder". Durante toda a campanha respirava-se Obama, criou-se uma obamamia e prova disso é o facto de os convites para a festa ao ar livre do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, em Chicago, na noite das eleições, terem esgotados em poucas horas. Tudo graças à comunicação da campanha ter sido direcionada pelo Marketing Pessoal.
Fonte: IOL Portugal Diário
Mouth to Mouth quem não conhece esta expressão? Famosa? Mais famosa é a dimensão que esta técnica atinge. Centenas? Milhares? Milhões de pessoas? Melhor ainda, cobertura mundial!! Aqui nasce o Buzzzz Marketing, num mero zumbido de abelha que comunica com os milhares da sua espécie numa colmeia. Um mero zumbido, simples e eficaz. Na constante luta pela preferência do consumidor, aparecer e destacar-se da concorrência tornou-se imperativo, e aqui o buzz marketing ganha fôlego. Promoção de um produto ou marca através de propaganda convencional adicionando-lhe um Q de titititi criando uma situação de impacto que chame a atenção pública, ganhando assim o nome de notícia, e que seja divulgado por um gigantesco boca-em-boca. Assume-se como uma técnica bastante arrojada, sem medos, de fácil propagação e de alcance intangível.
Boato, será? Vejamos o exemplo de uma foto publicada numa dessas revistas côr de rosa, da modelo e actriz Karina Bacchi e o antigo garoto-propaganda da cerveja Kaiser, o espanhol José Valien, em circunstâncias que sugeriam um romance entre eles. Tomavam cerveja juntos e trocaram beijos na despedida. Correram linhas nas revistas do suposto romance, páginas de internet encheram-se dando conta do ocorrido, a notícia ganhou fôlego por todos os lados. Passados uns dias a marca Kaiser apresenta o seu novo spot publicitário, adivinhem quem eram as estrelas do mesmo? Karina Bacchi e José Valien, obviamente. Questionada a empresa ,apenas se justifica dizendo que o seu papel teria sido apenas o de criar um anúncio de oportunidade com a súbita exposição do casal. Um aproveitamento desta nova técnica a favor da marca Kaiser. Voltando às revistas cor de rosa, serão elas uma espécie de Buzz Marketing intencional da imagem dos chamados famosos? Divulgam boatos, ou noticias dos mesmos, fazem-nos aparecer. Estarão de alguma forma a provocar intencionalmente que a imagem destas pessoas venda mais? Não alimentando mais boatos decidi não ilustrar este post com imagens... Recomendo apenas Buzz Marketing: Sua Marca na Boca do Cliente GEORGES CHET.
Fonte: www.mxstudio.com.br
OuSAdia, CHOCAR, RevoLUCionar, the power and freedom to communicate, grita o Punk Marketing! Segundo a dupla de escritores norte-americana Richard Laermer e Mark Simmons “Punk Marketing é uma atitude de rebelião contra o tradicional. Uma nova forma de marketing que rejeita o status quo e reconhece o deslocamento do poder das corporações para os consumidores”.
Foi assim denominado pois apresenta uma abordagem mais agressiva com acções directas cheias de impacto, principalmente ao nível visual e de conteúdo de mensagem escrita, que exploram a comunicação e espalham mensagens que incentivam ao consumo. Tem como referência o movimento punk iniciado nos anos 70 nos EUA, caracterizado como um forte movimento cultural liderado pela liberdade de expressão, ousadia e ideias agressivas. Temos na música um veículo muito forte de expressão deste movimento, como por exemplo na banda americana The Ramones. Na moda manifesta-se através de roupas de couro, cabelos coloridos e com cristas.
Este tipo de marketing utiliza sobretudo os média digitais, tais como o You Tube, que rapidamente atingem todo o mundo, e uma das grandes vantagens será a rápida propagação da mensagem e o alcance numérico em termos de pessoas que pode alcançar. Nunca esquecendo o baixo custo deste tipo de campanhas, sendo a imagem da marca que está associada à mensagem veiculada por todo o mundo fora. Richard Laermer vai mais longe e afirma que é preciso romper com o tradicional já que o consumidor tem o poder na ponta dos dedos. Diz ainda que “...hoje em dia nada é garantido e, por isso, não podemos ter medo de arriscar. Acreditar e mostrar paixão pelas nossa ideias, sempre falando a verdade, é uma forma de tentar atingir resultados". Em tempos onde é preciso ser criativo para vender mais, sair do lugar comum e tradicional é, sem dúvida, um diferencial significativo. Uma boa dose de ousadia e agressividade também não faz mal a ninguém!!!
Fonte: Punk Marketing- Richard Laermer and Mark Simmons
A Benetton, empresa fundada em 1965 por Luciano Benetton, e pelos seus irmãos Carlo, Gilberto e Giuliana, vê o estrelato muito à conta das suas campanhas publicitárias através da utilização de imagens controvérsias e pela multirracialidade com que exprimiam os valores da marca italiana. Fizeram mesmo história no seio da publicidade. Na época, a utilização de modelos africanos e asiáticos no mundo da moda era uma verdadeira revolução, desta forma tentavam passar a mensagem da identidade multi-cultural das suas criações. A juntar aos elementos icónicos e gráficos, as campanhas traziam o slogan da marca com uma mensagem clara e de reforço. O lema “United Colours of Benetton” assumiu-se como um desígnio estratégico para a marca que está a desenvolver um plano estratégico global que lhe permita voltar à ribalta do mundo da moda. Chocante de tão inovador que era para a época, mas uma aposta ganha sem dúvida. Vejamos algumas dessas imagens.
Fonte: www.benetton.com
Contudo esta práctica pode manifestar algumas desvantagens, pegando no exemplo apresentado a Benetton, consumidores mais conservadores poderão ficar chocados e até mesmo não entender a mensagem que se quer passar, se por um lado se conquista uma boa fatia de consumidores, por outro, vai hostilizar outros tantos que não partilham dos mesmos ideais.
Historicamente o Marketing de Guerrilha surgiu quando as pequenas empresas com poucos recursos pretendiam promover o seu produto/serviço perante as grandes corporações. No fundo, estava-se perante as tácticas de guerrilha, os pequenos a planearem forma de atingir os grandes. O Marketing de Guerrilha está obviamente relacionado com a guerrilha bélica, embora seja um tipo de guerra não convencional no qual a principal estratégia é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes, chamados de guerrilheiros. Por princípio, as ferramentas de Marketing de Guerrilha são utilizadas por empresas menores com o objectivo de combater grandes concorrentes ou simplesmente sobreviverem. No entanto, com a actual saturação de comunicação no mercado, as grande empresas passaram a utilizar também este tipo de Marketing para renovaram e incentivar outras atitudes às suas marcas.
O Marketing de Guerrilha tem tendência para fugir ao habitual estratagema de comunicação. Envolta em muita acção, normalmente desencadeada nas ruas. Há um factor importante que passa por tentar "impingir" a publicidade sem que esta seja percebida. O Marketing de Guerrilha pretende passar uma imagem de espontaneidade, surpresa, intriga, para que o consumidor fique a pensar se realmente "aquilo" terá acontecido.
Há uns anos atrás uma marca conhecida de hotéis anunciou que iria escolher pessoas "stressadas" para destruir um dos seus hotéis. Esta estratégia de marketing passou em mais de 50 países, nos noticiários, não dando nunca a sensação de publicidade. A suposta notícia veiculou a marca.
Já dentro das várias estratégias de Marketing de Guerrilha, há uma que embora seja eticamente reprovável é utilizada com alguma frequência, a emboscada. Um exemplo prático, uma final do campeonato do mundo a ser transmitido em directo e no meio da claque de umas equipas em campo, abre-se uma mensagem publicitária. Um evento directo, sem possibilidade de edição, e um mundo de consumidores a presenciar.
Um exemplo, dentro do Marketing de Guerrilha, os vídeos Virais (Marketing Viral), um exemplo do MAC (grupo Apple) versus o tradicional PC.
Outro exemplo de Marketing de Guerrilha, um carro de F1 passeando pelas ruas de São Paulo promovido pela Red Bull, conseguiu chamar a atenção suficiente para tornar mais um daqueles vídeos virais que se espalhou na internet através do YouTube, numa velocidade maior que a do carro de F1 que passeava pela cidade de São Paulo.
Estratégia de Marketing que pretende criar grupos sociais/tribos centrados num produto ou serviço. O objectivo passa não só por oferecer algo que seja do agrado dos membros desse grupo, como criar valor acrescentado nas relações entre eles. É oposto do "culto do individualismo".
"Tribal marketing is that postmodern people are looking for products and services that not only enable them to be freer, but can also link them to others, to a community, to a tribe: products and services that not only have a use value but also have a linking value."Bernard Cova, " Business Horizons, November 21, 1996
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No Marketing Tribal as emoções também são um elo decisivo entre o produto/serviço e o consumidor. No fundo, o produto/serviço criado apela ao lado emocional da comunidade que pretende afectar. Um exemplo desse lado explorado, o Cartão Fast Galp. Num primeiro momento foi generalizado para as massas, todos os possíveis consumidores tinham acesso ao Cartão e promoções adjacentes. Quando houve necessidade de captar novos clientes, a empresa apelou ao lado emocional que o futebol proporciona à comunidade e permitiu a personalização dos Cartões Fast Galp consoante o clube.
"No mundo Fast as suas emoções entram sempre em campo, tal como no futebol."
Frase promocional da campanha Fast Galp Clubes
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No Marketing Tribal é importante perceber que a comunidade que se pretende conquistar, tem desejos/experiências semelhantes, e que no fundo quando a campanha atinge um dos seus elementos o que normalmente acontece e se pretende, é que esse elemento da comunidade rapidamente "espalhe a palavra" para outros elementos que mantenham os meus interesses.
Basta perceber o conceito de tribo, rede de pessoas heterogéneas em termos demográficos e psicográficos, ligados por paixões e emoções partilhadas, capazes de acções colectivas.
"Marketing becomes tribal marketing. In a marketing profession challenged by the Internet phenomenon, tribal marketing is by no means just another passing fad but a Trojan horse to induce companies to take on board the re-emergence of the quest for community."
Bernard Cova, Véronique Cova
A Internet e as comunidades sociais que floresceram a partir da sua criação, levou a que as empresas rapidamente se tivesse de adaptar a este novo tipo de consumidores, daí a criação do Marketing Tribal. No entanto, rapidamente os marketeers passaram o conceito para o "mundo normal"!
“Os marketeers vão ter de deixar para trás a ideia de segmentos e começar a pensar nas novas tribos.”Sam Hill
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No Marketing Tribal a influência dos líderes de determinada "tribo" é determinante para a promoção do produto. Vejamos um exemplo concreto de Marketing Tribal usando claramente a experiência do líder. Nos EUA quando a GM pretendeu promover o seu novíssimo Pontiac G6 que melhor comunidade para o fazer usando Oprah Winfrey. Quem esteve presente no seu programa (os sortudos) e quem viu pela televisão (uns milhões nos EUA e umas centenas de milhões no resto do mundo, mas em particular este anúncio estava virado para o mercado americano) ficou claramente impressionado pelo facto da Oprah "oferecer" aos 276 indíviduos desta comunidade que estavam a assistir o programa ao vivo, um Pontiac G6. A GM usou a "tribo" criada em torno de Oprah para promover o seu produto. Neste caso em particular foram carros, mas poderiam ser livros e tornar-se rapidamente em "best sellers". Este é um exemplo claro da influência do líder sobre a comunidade e como o marketing pode fazer uso dessa força. E depois, como se pode ver no vídeo, outras comunidades falaram, perceberam a mensagem. Tudo funcionou na perfeição!
Os blogues como ferramentas de comunicação do mundo empresarial. Não há dúvidas que actualmente a internet é um veículo poderoso de comunicação. Seja positiva ou negativa. Dois casos. Primeiro, Edelman, a empresa de relações públicas admitiu ser a responsável pelo conteúdo de dois blogs de prováveis clientes da rede Wal Mart. Os blog “Working Families for Wal Mart” e “Paid Critics” eram escritos por funcionários da agência. Indiferente se bom ou mau, o importante é que foi dos primeiros a apostar neste meio como forma de comunicação. Positivo, pois claro. Segundo, a Mazda, que criou um blogue falso para promover a marca. Ficou mal quando a história foi descoberta. Negativo, obviamente. Por aqui no "Quentinhas e Fresquinhas" as minhas comunicações são as minhas interpretações sempre sujeitas à discussão, porque o importante, além de comunicar, é aprender!